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Como a Amazônia foi representada e inserida nos pr Como a Amazônia foi representada e inserida nos projetos de modernização do Brasil durante o Estado Novo? Essa é uma das questões discutidas no artigo “O discurso intelectual e o projeto nacional para a Amazônia nas páginas da Revista Brasileira de Geografia e da Cultura Política (1939-1945)”, de Matheus Villani Cordeiro e Rômulo de Paula Andrade, pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O estudo analisa os discursos publicados em duas revistas alinhadas ao regime de Getúlio Vargas, buscando compreender como seus colaboradores ajudaram a construir uma determinada imagem da Amazônia no cenário nacional.

Publicado a partir de uma análise do período entre 1939 e 1945, o artigo mostra como a região passou a ocupar posição estratégica nos projetos de desenvolvimento, integração econômica e modernização do país, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial. Temas como agricultura, saúde, colonização, transporte, exploração de recursos naturais e a produção de borracha aparecem nesse processo, articulados a iniciativas como a “Marcha para o Oeste” e o “Discurso do Rio Amazonas”. A pesquisa evidencia, assim, como intelectuais ligados ao regime contribuíram para difundir a ideia de uma Amazônia com grande potencial econômico, mas que dependeria da ação e da organização do Estado para ser incorporada ao projeto nacional.
Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/discursocordeiro.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 2 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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Autora Kátia Silene Souza de Brito, em coautoria c Autora Kátia Silene Souza de Brito, em coautoria com Clovis Carvalho Britto e Deborah Silva Santos, conta em vídeo, um pouco mais sobre o artigo “Encruzilhadas museais digitais: informação étnico-racial crítica e ciberativismo no Museu Afrodigital do Maranhão”, publicado no Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas.

A pesquisa analisa o potencial dos museus afrodigitais como espaços de produção e circulação de informações étnico-raciais, resistência e ciberativismo. A partir do Museu Afrodigital do Maranhão, o estudo também discute como as plataformas digitais podem contribuir para a valorização da memória negra e para o enfrentamento do racismo e do epistemicídio.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/encruzilhadasbrito_.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 2 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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Como os museus digitais podem contribuir para o co Como os museus digitais podem contribuir para o combate ao racismo e para a valorização da memória negra? Essa é uma das questões centrais abordadas no artigo “Encruzilhadas museais digitais: informação étnico-racial crítica e ciberativismo no Museu Afrodigital do Maranhão”, de Kátia Silene Souza de Brito, Clovis Carvalho Britto e Deborah Silva Santos, da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília, Distrito Federal. A pesquisa toma como objeto de estudo o Museu Afrodigital do Maranhão para discutir o papel desses espaços na produção, organização e circulação de informações sobre questões étnico-raciais.
A partir de uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental, os pesquisadores analisam como as tecnologias digitais podem abrir caminhos para novas narrativas sobre a população negra. O estudo destaca o potencial dos museus afrodigitais como espaços de resistência, ciberativismo e produção de conhecimento, articulando ensino, pesquisa, extensão e comunidades. A pesquisa também evidencia como essas iniciativas podem contribuir para valorizar o patrimônio e a memória negra e enfrentar o racismo e o epistemicídio por meio da circulação de perspectivas antirracistas no ambiente digital.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/encruzilhadasbrito_.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 2 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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Entre rios e lagoas: novos dados para o contexto G Entre rios e lagoas: novos dados para o contexto Guarani do litoral sul catarinense a partir do sítio arqueológico Lagoa da Velhinha é o título do artigo de Juliano Bitencourt Campos, Edenir Bagio Perin, Fernanda Schneider, Rafael Milheira, Silvia Aline Pereira Dagostim, Marcos César Pereira Santos, Francisco Silva Noelli e Paulo DeBlasis. Os autores estão vinculados à Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), à Arqueosul Arqueologia e Gestão do Patrimônio, à Universidade do Vale do Taquari (Univates), à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), à Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), à Universidade de Lisboa e à Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa apresenta novos dados sobre a ocupação Guarani no litoral sul de Santa Catarina a partir do estudo do sítio arqueológico Lagoa da Velhinha, localizado junto à Lagoa dos Esteves, em Balneário Rincão (SC). Os pesquisadores analisaram o registro arqueológico e novas datações radiocarbônicas, indicando que o local foi uma pequena aldeia Guarani, estabelecida por volta do século XIV e provavelmente abandonada no século XVI. Os resultados contribuem para compreender a expansão e a organização das comunidades Guarani na região, além de apontarem para um abandono relativamente rápido das aldeias durante o século XVI, possivelmente relacionado ao avanço do colonialismo português.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/entrecampos_.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 2 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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O artigo "Trade, alterity and cultural misundersta O artigo "Trade, alterity and cultural misunderstandings: Ashaninka and Inca", dos pesquisadores José Pimenta (Universidade de Brasília) e Cristiana Bertazoni (Universidade de Bonn), propõe uma revisão radical da visão tradicional que separava Andes e Amazônia como universos opostos. Com base em pesquisa etnográfica com os Ashaninka do alto Juruá, no Acre, o estudo revela que esses povos mantinham intensas redes de troca com os incas muito antes da colonização europeia, desmontando o estereótipo de isolamento e primitivismo atribuído à floresta. Ao analisar o sistema de intercâmbio *ayõpari* e o mito do herói cultural *Inka*, os autores mostram que a influência andina ia além do comércio material, permeando a cosmologia e a organização social dos Ashaninka.

O trabalho se insere em um movimento acadêmico que, desde os anos 1960, vem desconstruindo a chamada "invenção da Amazônia" uma narrativa que via a floresta como obstáculo ao progresso e justificava projetos civilizatórios. Pimenta e Bertazoni não apenas corrigem um equívoco historiográfico, mas devolvem protagonismo aos povos originários, evidenciando que as conexões entre Andes e Amazônia são muito mais antigas, profundas e complexas do que se supunha.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/tradepimenta.pdf

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A ciência também ganha novos caminhos quando chega A ciência também ganha novos caminhos quando chega a diferentes públicos! 

O artigo “Curupira e Caipora: o papel dos seres elementais como guardiões da natureza” foi citado em duas matérias do Canal Lendas, que abordam a Caipora, guardiã das matas e protetora dos animais, e o Abuhuku, misterioso ser da floresta amazônica. 

É a pesquisa científica contribuindo para ampliar o conhecimento sobre as lendas, os imaginários e as culturas amazônicas! 

Para ler na íntegra o artigo citado, acesse: https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/DhHSLwsm93pQvGjMW5PjZSr/?lang=pt

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Artigo do BMPEG. Ciências Humanas é destaque no si Artigo do BMPEG. Ciências Humanas é destaque no site Revista Amazônia!

O artigo “Etnoculinária do povo indígena Huni Kuin do Jordão, Acre: conhecimentos, práticas e transformações alimentares na Amazônia ocidental brasileira”, de Málika Simis Pilnik e Tarik Argentim, publicado no volume 19, n. 02 do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, ganhou destaque em uma matéria publicada pelo site Revista Amazônia.

A reportagem apresenta a pesquisa sobre os conhecimentos, práticas e transformações alimentares do povo Huni Kuin, mostrando como a culinária está profundamente relacionada ao território, à biodiversidade, à memória e à transmissão de conhecimentos.

Confira a matéria completa no site Revista Amazônia e conheça o artigo publicado pelo BMPEG. Ciências Humanas!
Acesse: https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/RLTNn3SCCcbkh7XTnWxZSqt/?lang=pt

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“Cambios socio-ambientales y su influencia en el f “Cambios socio-ambientales y su influencia en el funcionamiento de los Sistemas Agroforestales Familiares: estudio de caso etnobotánico en el periurbano de Corrientes (Argentina)” é o título do artigo assinado por Analia Pirondo, Florencia Aída Itatí Elías e Violeta Furlan. As autorias Pirondo e Elías são vinculadas ao Instituto de Botánica del Nordeste, em Corrientes, na província de Corrientes, Argentina, enquanto a autoria Furlan integra o Instituto de Antropología de Córdoba, em Córdoba, Argentina.

O estudo aborda os Sistemas Agroflorestais Familiares (SAF), espaços próximos às residências onde diferentes espécies de árvores, arbustos e plantas herbáceas são cultivadas e manejadas pelas famílias, desempenhando funções relacionadas à alimentação, medicina, socialização, conservação da biodiversidade e manutenção de conhecimentos locais.

Realizada no periurbano da cidade de Corrientes, na Argentina, a pesquisa investigou a composição vegetal, os usos das plantas e as formas de manejo dos SAF, além de analisar como mudanças socioambientais vêm interferindo em seu funcionamento. Para isso, as autoras realizaram entrevistas semiestruturadas, observação direta e visitas guiadas aos sistemas agroflorestais. Os resultados apontam que fatores como a expansão urbana, a mobilidade cotidiana em direção aos centros urbanos e a crescente variabilidade climática pressionam a sustentabilidade desses espaços.

Diante desse cenário, o estudo destaca a capacidade de adaptação dos responsáveis pelos SAF como elemento fundamental para sua permanência, ao mesmo tempo em que reconhece esses sistemas como importantes espaços de inovação, revalorização dos conhecimentos locais e adaptação às novas condições socioambientais.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/cambiospirondo.pdf

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A pesquisadora Catarine de Nazaré Moreira Saunier A pesquisadora Catarine de Nazaré Moreira Saunier (UFPA) investiga as arquiteturas dos quilombos paraenses no século XIX, mostrando que elas resultaram da troca de saberes entre populações negras e indígenas.

Com base em documentos históricos e relatos de viajantes, a pesquisa revela que técnicas e linguagens construtivas de origem indígena foram incorporadas às edificações quilombolas, refletindo a forte interação entre esses grupos na Amazônia. Essa herança, marcada por laços territoriais e familiares, permanece viva nas comunidades quilombolas atuais, que preservam esses conhecimentos até hoje.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/07/arquiteturasaunier.pdf

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