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bmpeghumanas

O artigo “Entre a morte e o ofício: os trabalhador O artigo “Entre a morte e o ofício: os trabalhadores do Cemitério Santa Izabel, em Belém, Pará”, de Pablo Ariel Fernandez e Luiz de Jesus Dias da Silva, ambos da Universidade Federal do Pará (UFPA), apresenta um olhar sobre os profissionais que atuam diariamente na manutenção do Cemitério Santa Izabel, localizado em Belém (PA). Fundado em 1874, o espaço reúne diferentes trabalhadores, como coveiros, pedreiros, marmoristas, letristas, zeladores e vendedores de flores, cujas atividades são fundamentais para a conservação do patrimônio funerário e para o funcionamento do local.

Por meio de uma pesquisa que combina etnografia e fotografia, os autores registram as rotinas, os gestos e os conhecimentos desses profissionais, destacando a relação entre o trabalho cotidiano e a arquitetura histórica do cemitério, marcada por túmulos, esculturas e imagens sacras. O estudo evidencia a importância dos saberes adquiridos pela experiência e das práticas de cuidado e manutenção, ao mesmo tempo que chama a atenção para a invisibilidade social desses trabalhadores, cuja atuação é essencial para preservar a memória e a história do espaço cemiterial.

Acesse o artigo na íntegra em: 
https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/xhYrjr3GkFzPPLRqyfvRY6w/?format=pdf&lang=pt&ilang=en

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 2 do BMPEG. Ciência Humanas,acesse o link na bio!

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O artigo “Entre o passado e o futuro: reflexões so O artigo “Entre o passado e o futuro: reflexões sobre o Antropoceno em Bonneuil e Fressoz”, de Adaylson Wagner Sousa de Vasconcelos, do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), analisa as principais reflexões apresentadas pelos historiadores Christophe Bonneuil e Jean-Baptiste Fressoz no livro O acontecimento Antropoceno: a Terra, a história e nós, publicado no Brasil pela Editora da Unicamp. O texto discute o Antropoceno, conceito relacionado às transformações ambientais provocadas pelas atividades humanas, destacando que a crise ecológica atual não é resultado inevitável do progresso tecnológico, mas também de decisões históricas, políticas e econômicas tomadas por grupos e agentes sociais.
A análise aborda a história do uso de fontes de energia, questionando a ideia de que a modernidade é marcada por sucessivas transições energéticas, já que novas fontes foram incorporadas sem necessariamente substituir as anteriores. O artigo também evidencia as desigualdades na distribuição dos impactos ambientais e das responsabilidades pela degradação do planeta, relacionando essas discussões a questões brasileiras, como o desmatamento da Amazônia, a expansão do agronegócio e a exploração intensiva dos recursos naturais. Ao recuperar as contribuições de Bonneuil e Fressoz, o autor destaca a importância de compreender o Antropoceno como um processo histórico e político, marcado por disputas de poder e escolhas que podem ser questionadas e transformadas.

Acesse o artigo na íntegra em: https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/zL9jnHNbW8q9MSxPVv6YGVp/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

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Como a minissérie “Pssica” aborda a violência e as Como a minissérie “Pssica” aborda a violência e as relações sociais na Amazônia? No artigo “Pssica, a minissérie”, Gutemberg Guerra, da Universidade Federal do Pará (UFPA), analisa a produção audiovisual inspirada no livro homônimo de Edyr Augusto, publicado em 2015. O autor destaca a relação entre a obra literária e sua adaptação para as telas, ressaltando como as diferentes linguagens podem despertar emoções e estimular reflexões sobre os problemas sociais retratados.
O texto também chama a atenção para o uso inadequado e descontrolado das tecnologias de registro de imagens, que pode expor jovens a situações de violência e exploração. A partir da narrativa da minissérie, o autor aborda as conexões entre os espaços urbanos e ribeirinhos, evidenciando a presença de formas de dominação e de uma economia marginal ao controle do Estado e da sociedade civil. Dessa maneira, a obra contribui para refletir sobre as dinâmicas sociais e as diferentes manifestações da violência no contexto amazônico contemporâneo.

Acesse o artigo na íntegra em: https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/JsjBfczSC8BRXZWgnDNcXXP/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

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O artigo “Admirável novo mundo: uma história da oc O artigo “Admirável novo mundo: uma história da ocupação humana nas Américas”, de Sebastião Lacerda Lima Filho e Manoel Odorico de Moraes Filho, ambos da Universidade Federal do Ceará (UFC), apresenta uma análise da obra Admirável novo mundo: uma história da ocupação humana nas Américas, de Bernardo Esteves, jornalista científico e pesquisador da história das ciências. O texto aborda o debate científico sobre a chegada e a dispersão dos primeiros grupos humanos pelas Américas, destacando como novas descobertas arqueológicas e avanços tecnológicos vêm questionando modelos tradicionais, como a ideia de uma única migração pelo Estreito de Bering há cerca de 13 mil anos. Ao discutir a obra a partir de referências como Lagoa Santa (MG), os autores também ressaltam a importância da pesquisa arqueológica brasileira para a compreensão da ocupação do continente e para a própria história da ciência no Brasil.

Acesse o artigo na íntegra em:  https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/VFZ5yRHTqZNBdMS4rBBcXKL/?format=pdf&lang=pt&ilang=en

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O artigo “As Mostras do Filme Etnográfico na Cinem O artigo “As Mostras do Filme Etnográfico na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1975-1978)”, de Juliana Muylaert Mager, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresenta um estudo sobre as quatro edições da Mostra do Filme Etnográfico realizadas entre 1975 e 1978 na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A pesquisa foi desenvolvida a partir de documentos do arquivo da Cinemateca e de fontes da imprensa, buscando compreender a importância dessas iniciativas para a circulação do cinema etnográfico no Brasil.

O trabalho também relaciona as mostras realizadas no Rio de Janeiro a outros eventos que aproximaram cinema e antropologia no Brasil e no exterior, discutindo a formação e a expansão dos festivais etnográficos. Ao recuperar essa experiência anterior ao surgimento de importantes festivais latino-americanos dos anos 1990, o artigo contribui para a reflexão sobre a história desses circuitos, suas formas de circulação e as relações entre produção audiovisual, antropologia e difusão cultural.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/mostrasmager_.pdf

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No ensaio, Juan Diego Andrango compartilha experiê No ensaio, Juan Diego Andrango compartilha experiências de processos e oficinas de audiovisual desenvolvidos coletivamente com povos Guarani de São Paulo, no Brasil, e comunidades andinas do Equador.

O trabalho aborda o cinema como ferramenta de democratização do conhecimento, construção de narrativas a partir das próprias cosmovisões e preservação da memória, da cultura, dos conhecimentos ancestrais e dos territórios dos povos originários.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/cineandrango.pdf

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O artigo “Cine compartido: narrativas audiovisuale O artigo “Cine compartido: narrativas audiovisuales en comunidades de Brasil y Ecuador”, de Juan Diego Andrango, da Universidad de Las Américas, em Quito, no Equador, apresenta a experiência de um projeto desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (PROLAM) da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho reúne experiências de produção audiovisual realizadas de forma coletiva e colaborativa com povos Guarani da cidade de São Paulo, no Brasil, e comunidades andinas do Equador.

A pesquisa aborda o audiovisual como ferramenta de democratização do conhecimento e de apropriação de recursos cinematográficos pelas próprias comunidades, possibilitando a construção de narrativas a partir de suas cosmovisões e cosmogonias. O artigo também discute como essas produções podem contribuir para a preservação da memória visual e oral, das línguas, dos conhecimentos tradicionais e dos territórios, além de destacar o cinema coletivo como espaço de resistência e defesa da diversidade e dos direitos dos povos originários.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/cineandrango.pdf
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No vídeo, Maria das Graças Lins Brandão, uma das a No vídeo, Maria das Graças Lins Brandão, uma das autoras do artigo “Sociobiodiversidade e bioeconomia nos setecentos”, fala sobre a pesquisa que recupera registros de plantas nativas brasileiras descritas por Frei Mariano da Conceição Veloso no século XVIII.

O estudo reúne informações sobre 153 espécies e seus usos tradicionais, destacando a importância desses conhecimentos históricos para as discussões atuais sobre sociobiodiversidade e bioeconomia no Brasil.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/sociobiodiversidadebrandao_.pdf

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O artigo “Sociobiodiversidade e bioeconomia nos se O artigo “Sociobiodiversidade e bioeconomia nos setecentos: plantas nativas na obra ‘Flora Fluminensis’, de Frei Mariano da Conceição Veloso (1741-1811)”, de Maria das Graças Lins Brandão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Juliana Paula-Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Fabiana Luiza Ranzato Filardi, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Caroline Zheng, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); e Padre Lauro Palú (in memoriam), recupera conhecimentos históricos sobre o uso de plantas nativas brasileiras registrados por Frei Mariano da Conceição Veloso no século XVIII.

A pesquisa analisa a obra “Flora Fluminensis”, organizada em 1790, e identifica informações sobre 153 espécies de um total de 1.639 plantas catalogadas, discutindo seus usos tradicionais e seu potencial econômico. Entre os registros estão 48 espécies medicinais, além de plantas utilizadas na alimentação e na produção de madeiras, fibras e pigmentos. O estudo também destaca os nomes indígenas das espécies e seus usos como alternativas a plantas introduzidas ou importadas, mostrando como conhecimentos históricos sobre a sociobiodiversidade brasileira podem contribuir para discussões atuais sobre bioeconomia e valorização dos recursos naturais.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/08/sociobiodiversidadebrandao_.pdf

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