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Matérias de divulgação sobre o Dossiê do BMPEG Matérias de divulgação sobre o Dossiê do BMPEG. Ciências Humanas. 
O Dossiê “Direitos ‘sequestrados’ aos povos tradicionais", publicado no v. 20, n. 3 do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas, reúne um conjunto expressivo de contribuições que refletem sobre as múltiplas formas de violação, silenciamento e resistência vivenciadas por povos indígenas e quilombolas no Brasil. O dossiê se propõe a discutir, de maneira crítica, a importância de periódicos acadêmicos incorporarem a equidade de gênero, bem como a diversidade étnica, racial e geográfica.

Confira na íntegra as matérias: 
Portal Museu Goeldi: https://www.gov.br/museugoeldi/pt-br/arquivos/noticias/povos-indigenas-no-para-recebem-boletim-de-ciencias-humanas-do-museu-goeldi

UNIFESSPA: https://unifesspa.edu.br/noticias/7625-povos-ind%C3%ADgenas-no-par%C3%A1-recebem-dossi%C3%AA-sobre-direitos-sequestrados.html

UFPA: https://ufpa.br/publicacao-evidencia-protagonismo-de-povos-tradicionais-na-luta-contra-direitos-sequestrados/

Correio de Carajás: https://www.instagram.com/p/DTx-2FtEVv_/?igsh=MTJvaDg1OXhhdWlldw==

Revista de Pesquisa FAPESP: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-medico-brasileiro-galdino-ramos-ajudou-a-moldar-a-ciencia-das-impressoes-digitais/

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No dia 9 de janeiro deste ano, em evento denominad No dia 9 de janeiro deste ano, em evento denominado “Construindo Memórias com Arihera, ocorrido na Aldeia Sororó” as autoras Luiza Mastop-Lima e Arihera Surui, fizeram o lançamento do artigo “Construindo memórias com Arihera: educação e identidade aikewara em foco”, que integra o Dossiê “Direitos ‘sequestrados’ aos povos tradicionais” do BMPEG. Ciências Humanas, v. 20, n. 3. O artigo destaca a guerreira Arihera Surui, cuja trajetória inspira a preservação da memória, da identidade e dos saberes tradicionais do povo Aikewara.

O evento é atividade do projeto de pesquisa e extensão “Nossa escola, nossos traços”, coordenado pela autora Luiza Mastop-Lima, tendo como parceiro institucional o MPPA (colocar por extenso). Na ocasião foi feita a entrega de versão impressa do Dossiê publicado no do BMPEG. Ciências Humanas, v. 20, n. 3, para a biblioteca da Escola Sawarapy Surui, bem como de um exemplar para Arihera, que estava representada por Miho Surui.

A abertura do evento contou com apresentação cultural de discentes da Escola Indígena Sawarapy Surui e, em seguida, com uma mesa de diálogos entre conhecedores e conhecimentos, da qual participaram: o cacique Maira Surui; o vice-cacique Mahu Surui; o ancião/guerreiro Miho Surui; o diretor da escola, Sawarapi Surui; a historiadora Mirtes Manaças (MPPA); a professora Jane Beltrão, organizadora do dossiê; e a coordenadora Luiza Mastop-Lima.

O evento é uma forma de agradecimento ao povo indígena Aikewara pelos ensinamentos compartilhados e pela confiança na parceria estabelecida com as instituições envolvidas. Além disso, homenageou as pessoas mais velhas e experientes do povo Aikewara, reconhecendo a importância fundamental que exercem na educação própria Aikewara e na educação escolar indígena na Terra Indígena Sororó. 

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As pessoas mais velhas ocupam um papel central na As pessoas mais velhas ocupam um papel central na organização social e cultural dos povos indígenas, sendo reconhecidas como guardiãs da memória e dos saberes tradicionais. Entre o povo Aikewara, da Terra Indígena Sororó (PA), essas lideranças são chamadas de guerreiras e de “bibliotecas vivas”, por preservarem e transmitirem conhecimentos essenciais para a continuidade da identidade coletiva.

Luiza Mastop-Lima e Arihera Surui,  apresentam a trajetória de Arihera, uma das poucas anciãs Aikewara vivas e referência na educação das novas gerações. Construída de forma colaborativa, a pesquisa evidencia práticas educativas, a valorização do território e o fortalecimento da memória coletiva, destacando a anciã como protagonista na produção e transmissão do conhecimento.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/12/construindolima.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 20, n. 3 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!
As pessoas mais velhas ocupam um lugar central na As pessoas mais velhas ocupam um lugar central na organização social e cultural dos povos indígenas, sendo reconhecidas como guardiãs da memória coletiva e dos conhecimentos tradicionais. Entre o povo indígena Aikewara, de matriz tupi e habitante da Terra Indígena Sororó, no sudeste do Pará, essas lideranças são chamadas de guerreiras e de “bibliotecas vivas”, por concentrarem saberes fundamentais para a continuidade da identidade étnica do grupo.

O artigo de autoria entre Luiza Mastop-Lima e Arihera Surui, que também faz parte do Dossiê do BMPEG. Ciências Humanas (v. 20, n. 3), apresenta a trajetória e a atuação de Arihera Surui, uma das poucas anciãs vivas do povo Aikewara e referência incontornável na transmissão de conhecimentos históricos, culturais e educativos. Considerada por sua comunidade como uma grande educadora, Arihera desempenha papel ativo na formação das novas gerações, compartilhando narrativas sobre o território tradicional, práticas relacionadas à alimentação e à saúde, além de histórias que reforçam o pertencimento coletivo.

A pesquisa foi construída de forma colaborativa, com Arihera participando ativamente das decisões sobre o que registrar e como registrar. A metodologia incluiu o uso de gravador, registros escritos, produção de vídeos curtos com celular e observação participante. Entre os resultados, destacam-se ações educativas junto à escola indígena, a valorização de espaços do território pouco conhecidos pelos jovens e o fortalecimento da memória coletiva Aikewara.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/12/construindolima.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 20, n. 3 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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Resenha por Camille Castelo Branco, da Universidad Resenha por Camille Castelo Branco, da Universidade Federal do Pará (UFPA), analisa as relações históricas entre povos indígenas e o audiovisual no Brasil, com foco na fotografia como campo de disputas simbólicas, políticas e narrativas. O texto, publicado no Dossiê do BMPEG. Ciências Humanas, discute como a imagem foi utilizada tanto como instrumento de dominação e exotificação quanto como ferramenta de denúncia, memória e protagonismo indígena.

A autora toma como eixo a exposição e o livro Xingu: contatos, que enfrentam os paradoxos da produção imagética sobre os povos do Xingu, território indígena demarcado em 1961 e um dos mais fotografados e filmados do país. Com curadoria do cineasta indígena Takumã Kuikuro e do comunicador Guilherme Freitas, a mostra evidencia os diferentes modos de representação construídos ao longo do tempo, que vão da figuração exotizante e anônima à imagem do indígena como ameaça ou como idealização harmônica da relação entre humanidade e natureza.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/11/povosbranco.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 20, n. 3 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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Resenha assinada por Daniely Meireles do Rosário, Resenha assinada por Daniely Meireles do Rosário, da Universidade Federal do Pará (UFPA), analisa a obra e o legado visual de Pierre Fatumbi Verger, fotógrafo e babalawó iniciado no culto de Ifá, a partir do livro-catálogo ‘Todos iguais, todos diferentes?’. O texto, publicado no Dossiê do BMPEG. Ciências Humanas, reflete sobre o olhar de Verger como instrumento de interpretação cultural, capaz de revelar a dignidade, a beleza e a diversidade dos corpos e das identidades humanas.

A autora contextualiza a trajetória de Verger, que, após percorrer diversos países, foi iniciado em 1953 no antigo Daomé, atual Benim, passando a compreender a fotografia não apenas como registro estético, mas como experiência espiritual e política. Esse percurso se materializa nas 158 imagens reunidas no livro, oriundas da exposição realizada no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, em 2019.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/11/fatumbirosario.pdf

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Resenha por Rita de Cássia de Almeida Carneiro, d Resenha por Rita de Cássia de Almeida Carneiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), apresenta uma reflexão crítica sobre a permanência das marcas do colonialismo e a urgência de descolonizar as metodologias de pesquisa, a partir do pensamento da intelectual indígena maori Linda Tuhiwai Smith. O artigo, publicado no dossiê do BMPEG. Ciências Humanas, dialoga com resistências indígenas contemporâneas que buscam legitimar histórias, corpos e saberes historicamente desumanizados.
A autora articula a discussão com a obra Decolonizing methodologies: research and indigenous peoples, publicada originalmente em 1999 e traduzida para o português em 2018, na qual Smith questiona as bases coloniais da produção do conhecimento científico. Professora da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, e pertencente aos povos Ngāti Awa e Ngāti Porou, Linda Smith é referência nos estudos decoloniais e nas metodologias de pesquisa indígena, com destaque para a abordagem Kaupapa Maori.
Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/11/descolonizarcarneiro.pdf

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O autor José Ubiratan Sompré, da Universidade Fe O autor José Ubiratan Sompré, da Universidade Federal do Pará (UFPA), apresenta o ensaio fotográfico “Kátia Tônkyre, a guerreira que se forjou na luta”, publicado no BMPEG. Ciências Humanas (v. 20, n. 3). O trabalho retrata a trajetória de Kátia Tônkyre (Kátia Silene Valdenilson), primeira mulher cacica do povo Akrãtikatêjê, da aldeia localizada na Reserva Indígena Mãe Maria, no sudeste do Pará, destacando sua atuação como liderança indígena, mãe, avó e defensora dos direitos territoriais e culturais de seu povo.

O ensaio utiliza a fotografia como documento histórico e político, rompendo com a invisibilidade das mulheres indígenas em posições de liderança no Brasil contemporâneo. As imagens registram momentos centrais da vida de Kátia, desde o cotidiano na aldeia até sua participação em mobilizações locais, regionais, nacionais e internacionais em defesa dos direitos indígenas.

Neta de Rõnoré Káprere Pahiti e filha do líder Payaré, falecido em 2014, Kátia construiu sua liderança articulando memória, resistência e compromisso com as futuras gerações. Mãe de oito filhos, avó de 17 netos e bisavó, ela atua na preservação das tradições Akrãtikatêjê e na defesa do território frente aos impactos históricos da remoção forçada provocada pela construção da hidrelétrica de Tucuruí.

Organizadas em blocos temáticos, as fotografias foram selecionadas pela própria cacica, que definiu como deseja ser representada. O ensaio evidencia a força, a resiliência e o protagonismo feminino indígena, apresentando Kátia Tônkyre como símbolo da luta pela terra, pela dignidade e pela continuidade dos povos indígenas no Brasil.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/11/katiasompre_2.pdf

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Pesquisa assinada por Almires Martins Machado, da Pesquisa assinada por Almires Martins Machado, da Universidade Federal do Pará (UFPA), em coautoria com Priscila Yvy Mirim, liderança da Aldeia Indígena Tekoa Pyau, em Rondon do Pará, e Divina Lopes Guarani (Mboy Poty Rendiy), líder da Retomada Ytay, em Douradina (Mato Grosso do Sul), apresenta “Kunangue Tenondetá: indígenas mulheres Guarani em movimento”, o artigo integra o Dossiê do BMPEG. Ciências Humanas (v. 20, n. 3).

A pesquisa destaca o protagonismo de mulheres indígenas Guarani que atuam na defesa de seus territórios e direitos em dois contextos distintos do Brasil: a aldeia Jaguapiru/Bororó, na Reserva Indígena de Dourados (Mato Grosso do Sul), e a aldeia Tekoa Pyau, em Rondon do Pará. Mesmo diante de deslocamentos forçados, violências históricas e pressões externas impostas pela sociedade não indígena, essas mulheres constroem estratégias de resistência, organização e afirmação cultural.

A narrativa se desenvolve a partir de conversas realizadas diretamente nos territórios, entre duas lideranças femininas Guarani, em um formato definido como “conversa com intencionalidade”. Diferente de entrevistas acadêmicas tradicionais, trata-se de um diálogo entre iguais, marcado pela troca de experiências, memórias e reflexões sobre a luta coletiva. Nessas conversas, emergem relatos de juventude atravessados por dor, perseguição e medo, mas também pela construção da resiliência e da capacidade de sobreviver e resistir.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2025/11/kunanguemachado.pdf

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