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O artigo “Valores culturais da natureza: o imaginá O artigo “Valores culturais da natureza: o imaginário amazônico como fonte inexplorada em políticas públicas de proteção ambiental”, de Jaqueline Ferreira de Oliveira, Marina Fernandes de Figueiredo Souza Teixeira e Paulo Beltrão Rabelo, publicado no Museu Paraense Emílio Goeldi, propõe refletir sobre como o imaginário amazônico e a dimensão afetiva da relação entre ser humano e natureza podem fortalecer as políticas públicas de conservação ambiental, destacando que a valorização cultural e simbólica do meio ambiente pode gerar maior engajamento social na proteção da natureza.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/03/valoresoliveira.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 1 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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#ParaTodosVerem
A partir do artigo Dimensões políticas dos discurs A partir do artigo Dimensões políticas dos discursos rondonianos, Pedro Libanio analisa como os discursos de ciência e da civilização dos indígenas foram mobilizados pela imprensa entre as décadas de 1900 e 1920. A pesquisa discute como essas narrativas ajudaram a legitimar ações sobre os territórios e as populações indígenas, além de contribuir para a divulgação dos trabalhos de Cândido Rondon e do Museu Nacional. Uma reflexão importante sobre ciência, imprensa e política no Brasil do início do século XX.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/dimensoescarvalho.pdf

Para ler outros artigos da edição de v. 21, n. 1 do BMPEG. Ciência Humanas, acesse o link na bio!

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#paratodosverem
O pesquisador Pedro Libanio Ribeiro de Carvalho, d O pesquisador Pedro Libanio Ribeiro de Carvalho, da Universidade de São Paulo, é autor do artigo “Dimensões políticas dos discursos rondonianos”, publicado no periódico BMPEG. Ciências Humanas (v. 21, n. 1). O estudo analisa a circulação de discursos sobre ciência e civilização indígena na imprensa brasileira entre 1900 e 1920, período marcado pelo avanço de projetos de modernização e pela consolidação de ideias nacionalistas no país.

A pesquisa investiga como jornais e outros meios de comunicação ajudaram a difundir representações sobre os povos indígenas e sobre a atuação de Candido Rondon e da Comissão Rondon. Segundo o autor, os discursos da ciência e da “civilização dos índios” apareciam interligados, sendo utilizados como ferramentas de convencimento político dentro de um projeto de construção nacional associado à modernidade.

A imprensa teve papel fundamental na valorização de ideias cientificistas e na espetacularização das expedições realizadas no interior do país. O artigo demonstra que essas narrativas não buscavam apenas informar, mas também produzir efeitos de sentido capazes de legitimar ações do Estado e reforçar relações de controle e dominação sobre populações indígenas.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/dimensoescarvalho.pdf

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A autora do artigo ‘Rastreando memorias indígenas A autora do artigo ‘Rastreando memorias indígenas en Buenos Aires: vínculos entre materiales, sensorialidades y narrativas’, Virginia M. Salerno, apresenta reflexões sobre como materiais arqueológicos participam da construção das memórias indígenas na província de Buenos Aires. A pesquisa aborda experiências de ceramistas e da comunidade Lma Iacia Qom, evidenciando como objetos, práticas e narrativas fortalecem processos de identidade, resistência e pertencimento. Uma discussão importante sobre patrimônio, memória e saberes comunitários.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/rastreandosalerno.pdf

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O artigo “Rastreando memorias indígenas en Buenos O artigo “Rastreando memorias indígenas en Buenos Aires: vínculos entre materiales, sensorialidades y narrativas”, de autoria de Virginia M. Salerno, Carolina Leiva, María Gabriela Chaparro e María Alejandra Pupio, pesquisadoras vinculadas a instituições como o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), Universidad Nacional de Luján, IInstituto INCUAPA e Universidad Nacional del Sur, respectivamente,  analisa o papel dos materiais arqueológicos na construção das memórias indígenas na província de Buenos Aires.

A pesquisa destaca como objetos, práticas e experiências sensoriais se articulam na produção de sentidos sobre o passado e o presente. Para isso, apresenta dois casos: o trabalho de ceramistas que recriam técnicas indígenas a partir de fragmentos arqueológicos e a experiência do espaço El Antigal, gerido pela comunidade Lma Iacia Qom.

Em ambos os contextos, os materiais arqueológicos deixam de ser apenas vestígios do passado e passam a integrar processos vivos de memória, identidade e resistência. O estudo evidencia ainda as tensões e negociações presentes nos processos patrimoniais, reforçando a importância do diálogo entre saberes acadêmicos e comunitários.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/rastreandosalerno.pdf

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Os pesquisadores Thiago da Costa Oliveira e Andrea Os pesquisadores Thiago da Costa Oliveira e Andrea Scholz, da University of Music Franz Liszt Weimar e Ethnological Museum of Berlin na Alemanha, são autores do artigo ‘A curadoria como forma de conectar mundos vividos: metodologias para o envolvimento de museus com comunidades indígenas do alto rio Negro’ que compõe o BMPEG. Ciências Humanas (v. 21, n. 1).

Um conjunto significativo de artefatos do alto rio Negro tem provocado debates importantes sobre o papel dos museus etnográficos e suas práticas curatoriais. Presentes em instituições ao redor do mundo, esses objetos carregam significados que vão além da materialidade, sendo considerados, por povos indígenas como Baniwa, Tukano e Kotiria, elementos vivos, ligados à ancestralidade e à criação.

Diante disso, iniciativas de curadoria colaborativa têm ganhado destaque ao aproximar comunidades de suas coleções históricas, muitas vezes deslocadas em contextos coloniais. Esses projetos, realizados no Brasil e na Alemanha, propõem novas formas de interação entre museus e povos indígenas, promovendo a inclusão de diferentes saberes e perspectivas.

Ao questionar modelos ocidentais tradicionais, essas experiências buscam transformar os museus em espaços mais abertos e participativos, capazes de dialogar com os contextos culturais de origem dos artefatos.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/curadoriaoliveira.pdf

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As autorias Antonio Guimarães e Daiana Travassos A As autorias Antonio Guimarães e Daiana Travassos Alves, da Universidade Federal do Pará, contribuíram para essa edição do BMPEG. Ciências Humanas (v. 21, n. 1) com o artigo ‘Biografia vitrificada: agências e materialidades nos processos migratórios em um século de atividades seringueiras na Amazônia (1848-1945)’.

A análise da cultura material vítrea de um sítio arqueológico-histórico na Amazônia paraense lança novas luzes sobre as dinâmicas sociais e econômicas dos ciclos da borracha. A pesquisa, centrada no sítio Taboca-1, no médio rio Xingu, examina frascos e garrafas para identificar marcas, usos e circuitos de circulação, articulando esses vestígios a registros históricos, como anúncios de jornais. 

O estudo revela conexões entre a exploração da seringueira (Hevea brasiliensis) e o intenso fluxo migratório de nordestinos, inseridos em sistemas de trabalho marcados pela desigualdade. Ao reconstruir a trajetória de objetos e empresas farmacêuticas atuantes na economia gomífera, a investigação evidencia distinções socioeconômicas e a presença de outros produtos nos circuitos comerciais. 
Mais do que vestígios, os artefatos emergem como agentes históricos, capazes de ativar memórias e expressar vínculos com as origens dos trabalhadores. Nesse contexto, a materialidade torna-se chave para compreender as complexas relações entre pessoas, objetos e ambiente na formação da Amazônia moderna.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/biografiaguimaraes.pdf

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A autora do artigo ‘Mulheres na Amazônia brasileir A autora do artigo ‘Mulheres na Amazônia brasileira: a luta das trabalhadoras da pesca, do garimpo e da agricultura familiar para confrontar o sofrimento e a violência contínuos’, Rosane Brito, apresenta a luta de trabalhadoras da pesca, do garimpo e da agricultura familiar no Pará. A pesquisa evidencia como o avanço do agronegócio e da mineração intensifica vulnerabilidades e violências. Ainda assim, essas mulheres se afirmam como protagonistas, sustentando suas famílias e rompendo estruturas de poder. Uma leitura essencial para construir uma visão crítica sobre a região.

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/mulheresaraujo.pdf

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A pesquisadora Rosane de Seixas Brito Araújo, vinc A pesquisadora Rosane de Seixas Brito Araújo, vinculada ao Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), em Brasília, contribui para o debate sobre desigualdades sociais na Amazônia brasileira com o artigo “Mulheres na Amazônia brasileira: a luta das trabalhadoras da pesca, do garimpo e da agricultura familiar para confrontar o sofrimento e a violência contínuos”.

O estudo analisa os impactos do modelo econômico desenvolvimentista na região amazônica, destacando como esse processo tem intensificado conflitos sociais, violência e vulnerabilidade entre populações tradicionais. Com base em uma pesquisa de inspiração etnográfica realizada em 2023, a autora investiga a realidade de mulheres trabalhadoras nos setores da pesca, do garimpo e da agricultura familiar, especialmente no município de Itaituba, no oeste do Pará.

A pesquisa evidencia que essas atividades, embora fundamentais para a subsistência local, têm sido profundamente afetadas pelo avanço do agronegócio e da mineração, inseridos em dinâmicas globais de exploração econômica. Nesse contexto, as mulheres enfrentam múltiplas formas de sofrimento social, que se manifestam tanto nas condições de trabalho quanto nas estruturas familiares e nas experiências cotidianas marcadas por violência e desigualdade.

Ao mesmo tempo, o estudo revela a agência dessas trabalhadoras, que se reconhecem como “guerreiras” e constroem estratégias de enfrentamento e sobrevivência. 

Acesse o artigo na íntegra em: https://boletimch.museu-goeldi.br/wp-content/uploads/2026/04/mulheresaraujo.pdf

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